Daquelas todas promessas de "hoje eu escrevo", fico apenas com a frustração de não vir aqui. Várias coisas acontecendo, várias fotinhas tiradas para virarem post, vários textos escritos mentalmente enquanto dirijo indo ou vindo do trabalho. Preguiça? Nada disso. Excesso de trabalho, de afazeres domésticos, de compromissos, a vida voltando a pulsar em minhas veias.
Parece mentira, mas os dois últimos anos sinto que passei em coma. Divórcio, problemas familiares, exaustão no ambiente de trabalho, tudo misturado transformando minha vida em um verdadeiro inferno. Eu só queria, desesperadamente, que tudo aquilo acabasse. Me anestesiei como pude: saindo, comendo, falando, me autoafirmando. De que adiantou? Praticamente de nada.
Agora já consigo encarar que o divórcio foi o fundo do poço de tudo de ruim que me acontecia. Não era para ter acabado assim. Eu havia me casado e era para sempre. Eu queria construir um lar ao lado do meu marido, ter amigos ao redor, família, conquistar tantos sonhos, realizar tantos planos. De repente não havia mais nada senão o vazio, o fracasso, a destruição. Mas o tempo foi deixando tudo ainda mais distante e agora o que me resta é superar esse "luto".
Minha vida profissional também tomou outro rumo, ficou melhor, me sinto mais valorizada, mais motivada. Não sei bem ainda o que fazer dela ao longo do tempo, afinal, estou gostando tanto dessa fase, aproveitando o hoje. Já pensei desde continuar no mesmo lugar até ser radical e virar alimentadora de peixes, mas pretendo deixar o tempo me mostrar o que devo fazer.
Além disso, preciso pensar sobre o que quero estudar, preciso pensar qual carro escolherei na troca, que língua devo voltar a estudar (ou se devo procurar por uma nova, como russo), qual estampa do papel de parede do meu quarto, qual cor de cortina, qual viagem farei assim que puder tirar férias (daqui uns 2 anos), se vou ao Museu da Língua Portuguesa ou ao Templo Zu Lai primeiro etc. Fora aquela parte dos sonhos né, se ainda terei coragem de me relacionar sério de novo, se terei filhos, se farei almoços de família imensos, barulhentos e lindos.
Fora tudo isso, ainda estou feliz que consegui encontrar uma psicanalista fofíssima, com quem consigo me abrir de verdade e contar tanta coisa que vive aqui apertando meu coração. Aliás, esses poucos exercícios de escrita ordenada sobre mim têm sido resultado das sessões. Descobrir quem sou e como sou agente dos acontecimentos ao meu entorno faz toda diferença. Aprender que posso ter controle da minha vida, mas sem ser controladora é o melhor passo. Prova disso são os 15kg a menos na balança, a diminuição das acnes, a respiração mais calma em momentos que estou nervosa.
E vamos lá, espero ter tempo e coragem para escrever todos os posts que tenho em mente! Uma ótima semana a todos.
Quero mesmo é vir aqui e ler um montão de posts, porem, o que li hoje é uma Sissi nova, entusiasmada, apaixonada novamente pela vida independente de todo o sofrimento que passou, mas melhor ainda é que senti um sorriso em seu rosto ao ler essas palavras.
ResponderExcluirTe amo amiga, e bora ser feliz!