terça-feira, 10 de novembro de 2009

Almas masculinas

Um dia descobrimos que alguns homens gostam que mulheres tenham almas masculinas. Eles não gostam de ligar no dia seguinte, mas esperam a ligação; gostam de cortejar para ver sua presa caída a seus pés, mas... e se isso não acontece? O que deu errado? Pânico masculino. Você não é mais o padrão, fugiu à regra, eles não sabem o que fazer quando isso acontece.

Eles querem estar sempre no controle e quando isso não acontece, muitos se apaixonam. Pena que é por um corpo feminino com uma alma masculina, que não se apaixona por eles, apenas dança ao sabor do vento, prova do pecado, desfruta de sua beleza, de seu entusiasmo e depois vai embora.

Mulheres com almas assim, tão encantadoras, não se prendem, não se deixam ficar. São capazes de ter a risada mais saborosa, o beijo mais ardente, o corpo mais delicado, mas são incapazes de amar, de se entregar. São iguais a eles e, talvez por isso a paixão, afinal, "Narciso acha feio o que não é espelho".

domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre mudanças e coisas que não esperamos


Às vezes ficamos tão focados em um objetivo, uma vontade, qualquer coisa que queremos muito que nem nos damos conta das outras coisas boas que podem acontecer ao redor.



Um final de semana que tendia ao fracasso por conta de um ou outro paspalho que não sabe nem mesmo desmarcar um compromisso decentemente, acabou sendo perfeito. No final, entendi que nada é por acaso. O que era para ser tédio virou festa.



Tá vendo meu sorrisinho? É.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Minha história de amor

Queridas, se querem conhecer minha história de amor, por favor, dirijam-se para o blog da Ju porque contei tudo lá, no projeto dela de contar as histórias das visitantes. Amei de paixão contar, até porque foi um desafio contar toda a história de forma resumida e clara.

Amei, gente! Amei dividir minha história, amei ler tudo que ela disse, amei.

Ah mas não tem fotos... Infelizmente nossa história é longa, mas sem registros fotográficos ou até documental (as cartas, cartões, poesias, presentes, joguei tudo fora... fiquei apenas com 2 cds e um livro). Depois conto mais para vocês sobre isso, se é que interessa né. rs.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Eu to no inferno, mas não morri

Amigas queridas, não falei que tinha cerveja no inferno? Faz 3 dias que estou em Ribeirão Preto e quando não estou no chicote, trabalhando, estou no bar, bebendo. Só posso pensar que aqui é o inferno dos meus sonhos: quente, muita gente legal, noites agitadas e c.e.r.v.e.j.a.

Em São Paulo não sinto o menor ânimo para beber, mas aqui, nossa!!!

Mas é isso, estou com pressa, então não fofocarei muito. Beijos a todas e visito vocês na volta.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cicatrização.

É, coça. Já no segundo dia e nós temos coceira. Feliz, né? Se está coçando, está cicatrizando (hoje à noite tiro uma foto para vocês verem como está). Minha enfermeira é a Tali (apelido carinhoso para minha sobrinha Natalie). Sabe gente, ela faz veterinária e é a pessoa mais indicada para fazer curativo na 'animalzinha'. kkkk

Bom, dormir essa noite já foi algo bem mais feliz, tranquilo. Pude dormir de todos os lados, só tomando cuidado para não esfregar as costas no colchão porque aí sim dói. A sensação ainda é de ter tomado muito sol e estar torrada.

A Re, com um sono monstruoso e inexplicável (acho que essa pessoa tem atacado os vizinhos bonitões à noite, porque nunca vi tanto sono em um ser humano só -- pronto, falei minha teoria) não quis ir em casa, então além de tudo ela é mulher elástico, faz seu próprio curativo.

Fora isso, estou com a cara horrível, descamando, por causa de um tratamento para espinhas. Gente, vocês vão ver, tanto sacrifício há de resultar em uma Sissi novinha em folha. Borboleta mesmo, saindo do casulo. Só falta vergonha na cara gorda para voltar à dieta e emagrecer esses quilinhos a mais que me perseguem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pronto, pronto, já passou... ou quase.

Se esse post existe, eu existo. Se eu existo, sobrevivi. Se sobrevivi, posso garantir a vocês que sou uma pessoa corajosa. Tudo bem que Murph é sarrista, nem fez trânsito hoje, não choveu na hora para inundar São Paulo, nada aconteceu. Chegamos lá em 20 minutos. Fosse para ver o Malvino Salvador pelado, garanto que chegaríamos atrasadas.

Bom, lá estávamos nós, na sala de espera dos Jogos Mortais, digo Tattoo Brasil, ansiosas, doidas, aguardando a hora da morte, digo, tatuagem.

Lá vem ele, com aquele sorriso encantador, tímido ao mesmo tempo, com o caderno de desenho, nos mostrar o que havia feito. Ai, ai. É, eu não contei né? Ele é, digamo assim, inspirador para se fazer uma tatuagem sabe... Tipão.

'Vai, desenha o que quiser aí, com esse sorriso deixo tatuar até tartaruga na minha panturrilha'

Ok. Passado o frisson de vermos o desenho, tá lindo, bla bla bla, ele entrou, estava fazendo o carbono enquanto as macacas tiravam foto:


De repente, não mais que de repente, ele me olha com aquele sorriso (ô inferno viu) e faz sinal que era minha vez. Só levantei e fui até lá porque ele sorria, senão tinha saído disparada porta afora.

- Olha, Fernando, lembrei que tenho um compromisso bem agora!!! Vê que destino? Coisas da vida né, to indo, até viu?!

- Fica calma, vai ali no banheiro tirar a blusa enquanto eu arrumo aqui.

O que? Tirar a blusa? Mas tinha mais um moço bem ali tatuando... O problema não era ficar sem blusa, mas mostrar toda minha banha assim, ao vivo e à cores para a nação masculina daquela sala... É, já nasci gordinha porque não tenho dons de sair mostrando tudo para todo mundo e eu queria era sumir naquele exato momento.

Tá, o pânico de verem minha banha deixou tudo mais fácil. Então vamos começar né. Mas precisa ser hoje mesmo? Não podemos ver outro dia?

Aí enquanto eu fazia drama, ele media qual lado ficaria melhor.

Ele: Onde você quer que coloque?
Eu: Onde você acha melhor?
Ele: hum... é... aqui.
Eu: Tá, então coloca aí

A cara dele era engraçada, parecia que eu era um et deixando ele escolher. Mas gente, sou da opinião que quem entende do treco é ele, então tem que dizer o que fica melhor.

Tudo acertado, passou o desenho para o meu corpo

Não estava lindo? Poderia acabar por aí! Olha que maravilha! Lindo, lindo, lindo! Amei! Sempre que apagasse, eu voltava lá e ele desenhava de novo. Não seria bom? Nããããããão, ele e a Re queriam ver sangue.



Muito tempo depois e eu sobrevivia. É, não doeu mesmo, viu Silvia. Bem melhor que fazer depilação. Dei uma meia dúzia de gritos na hora de sombrear, mas nada absurdo ou insuportável. O rapaz ao meu lado, que fazia a Mancha Verde, estava sofrendo bastante e nem podia gritar, porque isso é coisa de mulher. hohoho.

E não é que acabou??? Eu nem acreditava. E oooooooooolha como ficou!!! Lindona né?

Ai era a vez de quem? Tchanam!!! Da Re!!! Ela já estava meio sem coragem porque resolveu contar quantos sombreados a mais tinha a tatuagem dela... Péssima idéia, não acham? Mas lá foi, cheia de coragem, afinal, somos super corajosas né. Ou não. rs.


Deitou na maca, ele começou a passar o decalque para o corpo dela e ela já pensava o que tinha ido fazer exatamente naquele lugar. Por que precisava fazer uma tatuagem? Qual o significado da vida, do universo e tudo mais? Não é possível que a resposta seja apenas 42. Que número cabalístico é esse? Deveria ela gritar 42 vezes até a morte? Deveria contar até 42 e sair correndo antes que ele ligasse a máquina?

Permaneceu imóvel e eu fui ali tirar um desenho do decalque:


Gente, quando começou a passar a máquina ela foi ficando vermelha... Eu olhando e pensando que não ia falar nada né, afinal, que força é essa? E ela pedia para conversarmos. O tatuador, muito, muito, muito gente boa, falava comigo de filme, música, até das ex namoradas, assim ia distraindo a pessoa, que continuava vermelha.


O negócio nela doía e quanto mais doía mais ela se perguntava o que fazia ali, por que exatamente precisava de uma tatuagem, que eu tinha pele de jacaré e por isso não doeu, que não teria filhos, que o mundo ia acabar.


Pausa.


O Fernando me chama para ver que a pele dela estava inchando muito rápido. Boa e má notícia: a má é que a tatuagem precisará ser feita em duas sessões. A boa: vê-lo por mais duas horas. Ah quem se importa, não é mesmo?


Sei que ele teve que parar porque a pele da pessoa inchava. Terminou o contorno, ainda usando o mote de conversar para distrair um pouco ela. Ao final a tatto estava assim:


Agora só falta pintar, mas isso só acontecerá dia 07 de novembro. Aguardem cenas dos próximos capitulos!!!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tcham tcham tcham TCHAM!!!

Tá, é hoje.

Com muita coragem e força na peruca, lá vamos nós fazer a tatuagem. O desenho ainda não sei direito porque o tatuador está desenhando, veremos na hora. Loucas? Só um pouquinho. Ele já sabia mais ou menos como queríamos, estava só personalizando para ser uma tatuagem única, personalizada.

Agora vejam bem, logo na entrada tem essa escultura:


Tudo bem que sou fã de Jogos Mortais, mas a sala precisava ser tão igual? Precisava ter esssa escultura tão assustadora? Mas mamãe sempre disse que sou corajosa, papai dizia que eu era o orgulho dele, então vou conseguir -- tudo bem que citar os dois aqui é até heresia né, porque se tem uma coisa que eles são contra é tatuagem... Meu pai deve estar me jogando mini raios lá do céu e minha mãe, quando vir, vai fazer careta, falar que é coisa de marginal, aquela coisa toda que toda mãe faz né...

Mas essa não é a sala dele, é uma sala de entrada, para assustar mesmo, dar pânico. A sala dele é outra, depois mostro para vocês, nas fotos que eu fizer da hora H. Ah sim, telespectadoras, se eu sair viva de lá hoje, prometo mostrar tudo como foi. A minha e a da Re. Cada careta que fizermos.

Agora torçam para eu não sair correndo e gritando tá, porque eu sei QUE VAI DOER.